sábado, 16 de setembro de 2017

MALDITA "PULHÍTICA". ABENÇOADO ALENTEJO


É com teimosia e grande obstinação que insisto. 

Insisto sempre, como se o chamamento de um Deus me queira tornar às raízes longínquas da terra, ao campo, às searas e ao calor que inferniza as gentes nos verões alentejanos e lhes enregela os ossos e a alma quente nos invernos de estalar. 

Insisto sempre. E não me vejo parar, sem sequer duvidar ser o resto do meu caminho, o trilho que vai dar àquele campo largo com pequenas casas brancas de faixa azul, amarela ou "pó de sapato" de vez em quando, em pequenas cidades e vilas, em montes e aldeias.

Abençoada seja a terra, venturosa gente.

Na absurda insistência, deparo-me então com frequência, com o talvez maior dos nossos males. E enfrento-os, sofro com eles, revolto-me, e de novo regresso à vontade de ficar e fazer...

Não temos dúvida que, se há perto de quarenta e dois anos, poderíamos carpir, e chorar de outros males - bem piores -  desde então, a santa liberdade trouxe-nos a factura. Uma conta que não logramos pagar nunca. O preço de ser livre.

Trilho PR2 Nisa
Maldita pulhítica que nos arrasa, que nos tira do sério e nos esmigalha a coragem e o propósito.
Somos assim... tais quais!

Há alguns meses, na minha querida Portalegre, num encontro de gente boa que se dispôs a discutir o futuro e o turismo que também é futuro... e muito, escutaram-se as palavras de António Ceia da Silva, Presidente da Turismo do Alentejo - ERT que, a certo ponto da sua intervenção, muito apreciada, disse "... somos assim... fazemos noventa e nove coisas boas e uma mal. Somos criticados por essa, nunca apreciados pelas noventa e nove...". Somos assim, pois então.

Mais tarde e recentemente, veio o mesmo nomear os novos Embaixadores do Alentejo, e bem. Gente que gosta de nós e do Alentejo, grande, abençoado, só e tantas vezes carregado de pinimas. 

Fim de tarde - Chão da Velha 1994
E vamos andando, derretendo vontades, excluindo actores, queimando projectos e matando o tempo que é pouco, para lograrmos alcançar, senão a felicidade apregoada, pelo menos o progresso, desenvolvimento e bem-estar numa terra bela, de cantes e encantos que, extasia e deslumbra forasteiros e nos arrebata os corações. E vamos andando...tais quais!

" Abrasai, destruí, consumi-nos a todos; mas pode ser que algum dia queirais espanhóis e portugueses, e que não os acheis". Que perfeitas e certeiras palavras do Padre António Vieira, tão propositadas se aplicadas no tempo de hoje. E somos assim.
As vaidades, velhos e suspeitados rancores e o "não sei quê" que, não se explica nem nos é explicado, despeja-se num caudal turvo de incoerência, limitador de crescimento, de cooperação e vontade colectiva de crescer bem e sermos felizes, juntos. E vamos andando.

Aldeia de Chão da Velha Set.2017
Recusando o propósito, ignorando o saber, cultivando a incompetência... desprezando os nossos.

O que aparentemente se faz crer, ser o acolhimento caloroso ou pelo menos formal, passa ràpidamente, sabe-se lá porquê, ao quase desdém e incredulidade pela fascinação dos outros, que tais. 

E fica a expectativa de que os "tais", se auto condenem ao silêncio perpétuo. Somos assim.

Mas desentranhando as recordações, não se compreende esta nossa postura e desencanto, de tudo duvidando, a todos criticando do alto do nosso umbigo grande.

Maldita pulhítica.

E bordamos de encanto os sonhos e alinhavamos a vida que nos escorre pelo fio que, passa finamente na agulha do tempo.

E moldamos o barro do nosso encantamento. 

E decoramo-lo preciosamente, cada peça única, como este nosso povo alentejano. Único é o Alentejo.

Queijo de Nisa
E pastamos os últimos ovelhuns e os já poucos caprídeos. E de repente, fazemos nascer o melhor dos queijos para regalo de todos, para fazer a fama dos, talvez melhores do Mundo.

E vemo-nos na nossa modorna, enfadados de tanto olhar o campo sem ver ninguém. Entediados, enfastiados sem saber que ficaremos sózinhos.

E olhamos de novo o campo, escutamos o balido do gado e lá ao fundo na estrada, vai um carro com mais um que decidiu abalar! Somos assim, tais quais...

E não nos juntamos, reunimos, entendemos, apenas e sómente no solidário interesse da nossa terra e todos nós. 

Maldita pulhítica. Abençoado Alentejo.

António Ventura, 7Abril2017

presente texto está redigido pelo signatário, em língua portuguesa, em profundo desacordo e intencional desrespeito pelo chamado Acordo Ortográfico.
"Este é o Paraíso que procuro
De manhãs frescas e Sol rútilo
Onde a vida e o seu resto parece querer
Viver para sempre no seu remanso.. feliz."
(AV/Set.2017)


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

A ÉTICA, A RELIGIÃO E A POLÍTICA - As incompatibilidades “compatíveis” e o dessiso dos coreutas…

ÉTICA E RELIGIÃO...
A exigência moral não surge do facto de se, ser crente ou ateu, mas da condição humana, de querer ser pessoa humana, autêntica e cabal, plenamente realizada. A moral não contém dever, de se fazer um crente ou um ateu, desde que, tanto um como o outro sejam moralmente éticos. Deus criou o Homem por amor, segundo variados conceitos religiosos, mas sobretudo na perspectiva Cristã. Então Deus, só poderá querer a adequada e plena realização da pessoa humana, com o único e divino interesse pelo homem vivo, realizado e feliz.
A moral como ciência da ética, e a religião, serão pois distintas.
Muito embora a religião possa e deva, segundo os seus dogmas e propósitos, contribuir para a moral, o facto é que não poderemos consentir dizer que, onde não há religião e se ponha em causa a existência de Deus, tudo será permitido e imoral e assim sendo éticamente reprovável.
A religião e os religiosos sabem bem que, a sua prática, não se reduz à moral, embora fazendo parte dela, não é da mesma exclusivo nem temporal. As verdadeiras religiões, constituem, isso sim, o impulso para a realização ética e a prática da moral.
Sendo a moral e a sua prática, incondicionais, também somos normalmente confrontados com a religião e a finitude humana, mas terrena, consignada por Deus. A religião perdoa e Deus é geralmente o protagonista desse mesmo acto de perdoar, mas a moral ou a falta da prática dela mesma, é imperdoável aos olhos do Homem e da Civilização. O Homem como elemento historicamente fundamental do universo é o único responsável pela sua falta de ética. Como “Ser” central do conhecimento, não poderá prescindir dos seus deveres sociais, por ser ele próprio o “ser social e ético”. Mas a prática da religião, impõe aos seus praticantes semelhantes acções e atitudes morais, muito embora, como se disse anteriormente, não seja implícito – “ser moral e ético = ser religioso”.
A perspectiva cristã, adivinha e define o fim terreno do Homem, prolongando-lhe a existência eterna, no além espiritual.
Segundo o teólogo suíço Hans Kung, contemporâneo do Papa Bento XVI na Universidade alemã de Tubinga, onde ambos leccionaram Teologia, no seu “Projecto de Ética Mundial (Weltethos): Uma moral ecuménica em vista da sobrevivência humana”, define que “a religião é essencialmente resistência. A religião não serve somente para a opressão (como muitos apregoam), mas também para a libertação das pessoas e não somente de uma forma psico-terapêutica, mas também em dimensão político-social. Desde a América Latina, a religião lutou por uma sociedade humana, liberta da opressão. Ficou evidente tanto social quanto psicologicamente que a religião pode contribuir para promover a liberdade, a observação dos direitos humanos e o ressurgimento da democracia. A religião pode promover ética até há pouco não observada: a força revolucionária de uma ética da não violência.”
Kung, acredita no diálogo da fé cristã com as ciências naturais e a busca de uma ética mundial. Está convencido de que é possível construir-se esta ética a partir dos valores morais compartilhados pelas grandes religiões do mundo e aceites pela razão secular. 
Foi um crítico feroz de João Paulo II, considerando-o um papa de grandes dons e decisões erradas. A acção externa em favor dos direitos humanos, da paz no mundo e do entendimento entre as religiões contrastou com uma prática interna obstruindo reformas, negando o diálogo dentro da Igreja e impondo o domínio romano absoluto.
Mas as religiões não fazem, com frequência distinção entre o plano ético e o religioso. Os costumes dos povos, as regras e os princípios morais de cada grupo, são tão religiosos quanto as preces. Já em Moisés e nas suas “tábuas”, existiram os “mandamentos éticos” (exp. Não matarás!) ; e os “mandamentos religiosos” (exp. Não terás outros Deuses diante de Mim !).
Incluem-se nos cinco pilares dos muçulmanos (credo, oração, esmola, jejum e peregrinação a Meca) tanto orar a Deus como doar esmolas aos pobres. Não há aqui distinção entre a ética e a religião. A noção do ser humano como uma criação divina implica que ele é responsável perante Deus por tudo o que faz: ritual, moral, social e politicamente. Profetas e pregadores religiosos, muitas vezes, iniciaram debates sobre assuntos especificamente éticos. Em geral, os profetas do antigo Israel atacavam os ricos e poderosos que observavam fielmente os rituais, mas pisoteavam os pobres. O ponto de vista moral desses profetas tinha, porém, uma justificativa religiosa.
Nas sociedades onde coexistem várias religiões e vários pontos de vista éticos é mais difícil vincular a ética exclusivamente à religião. As sociedades precisam ter suas linhas mestras éticas, sendo que algumas delas são preservadas nas leis. Os romanos foram os primeiros a criar, de maneira sistemática, um esquema legal que pudesse ser usado por todos os povos, independentemente da religião. O Direito Romano tornou-se a base para todos os sistemas legais, subsequentes nos Estados seculares modernos. Em certos países muçulmanos há dois sistemas agindo em paralelo: um baseado no Corão, outro no Direito Romano. Hoje, muitos países aceitam a Declaração Universal dos Direitos Humanos proclamada pelas Nações Unidas como uma afirmação ética comum, seja qual for a religião ou a perspectiva geral do Estado.
A religião nunca é vinculada apenas ao intelecto. Ela envolve igualmente as emoções, que são tão essenciais na vida humana quanto o intelecto e a capacidade de pensar. A música, o canto e a dança apelam para as emoções. Na maioria das religiões, as pessoas extravasam, pela música instrumental e pelo canto, a tristeza ou a alegria; em algumas, também pela dança, que é um meio bastante antigo de expressão religiosa. Nos rituais cristãos, os hinos cantados em coro e a música de órgão (teclado) são parte integrante da experiência geral. Muitas igrejas e templos contêm, ainda, obras de arte - pinturas, esculturas e peças de altar que tocam a imaginação e as emoções.
A América Latina está marcada pelo surgimento, nas últimas décadas, de novos movimentos religiosos à margem das grandes religiões. São grupos que possuem, crenças peculiares e práticas religiosas próprias. Muitas vezes, seguem uma via espiritual em desconformidade com as instituições religiosas estabelecidas e as grandes tradições religiosas mundialmente reconhecidas. Muitos desses agrupamentos se distinguem por utilizarem técnicas de persuasão coercitiva e controle mental, para conseguir a total submissão dos indivíduos, numa actuação pouco ética e de moral duvidosa.
Porém, a consciência cristã, é assumida na fé, portanto, é também uma consciência religiosa. O povo sofrido é, ao mesmo tempo, um povo crente. Assim, a religião revela a existência de uma ética da alteridade, que por reconhecer o outro como igual, semelhante, julga injusto e contrário à vontade de Deus o mal que aniquila o homem. De facto, a religião – o Cristianismo de modo particular – preconiza uma ética alterativa não advinda de uma moral ôntica da consciência privada da totalidade fundada e firmada imoralmente, mas originária do respeito pelo outro, e fundada no amor e na justiça. 
Ainda segundo o Teólogo Hans Küng, vislumbra-se um futuro de responsabilidade. Essa responsabilidade obriga ao imperativo de aprender a pensar em inter-relações globais, especialmente com o meio ambiente, isto é, sobreviver como pessoas numa terra habitável. Então, o critério último da ética foi e continuará sendo hoje, mais que ontem, a pessoa humana. Ele pensa também, “numa ética mundial advinda de um concerto, entre as religiões que apontam Deus como valor máximo absoluto. Isso porque “as religiões exigem determinados padrões não negociáveis, propõem normas éticas fundamentais e máximas orientadoras que são fundamentadas a partir de um absoluto; as religiões conseguem transmitir uma dimensão mais profunda, um horizonte interpretativo mais abrangente face à dor, à injustiça, à culpa e à falta de sentido para viver. Também consegue transmitir um sentido último de vida ante a morte: o sentido de onde vem e para onde vai a existência humana; as religiões conseguem garantir os valores mais elevados, as normas mais incondicionais, as motivações mais profundas e os ideais mais sublimes; as religiões conseguem criar uma pátria de confiança, de fé, de certeza, de fortalecimento do “eu”, do abrigo e da esperança: uma comunidade e uma pátria espiritual; as religiões podem fundamentar protesto e resistência contra situações de injustiça e colocar-se a serviço de um projecto de transformação; as religiões podem oferecer motivações éticas extraídas de tradições e valores perenes; as religiões conseguem falar ao coração das pessoas individuais, interpelando-as a favor de causas justas, nobres, altruístas”.
“Quando a razão busca até ao fim, encontra na raiz dela o afecto que se expressa pelo amor e, acima dela, o espírito que se manifesta pela espiritualidade. E no termo final da busca, encontra o mistério. Mistério não é o limite da razão, mas o ilimitado da razão. Por isso, o mistério continua mistério em todo o conhecimento que se sente desafiado a conhecer sempre mais. A razão científica ratifica-nos esse percurso. Ela começou com a matéria, chegou aos átomos, desceu aos elementos sub-atômicos, à energia e aos campos energéticos, ao campo de Higgs, origem de todos os campos, ao big-bang, há 15 mil milhões de anos, para terminar no vácuo quântico, que é o estado de energia de fundo do universo, aquela fonte alimentadora de tudo o que existe, misteriosa e inominável, que o conhecido cosmólogo Brian Swimme identifica como “presença de Deus”.
Concretamente o mistério é o outro. Por mais que se queira conhecê-lo e enquadrá-lo, ele sempre se retrai para um mais além. Ele é mistério desafiador que nos obriga a sair de nós mesmos e a nos posicionar diante dele. Quando o outro irrompe à minha frente, nasce a ética, porque o outro me exige uma atitude prática, ou de acolhida, ou de indiferença ou de rechaço. O outro significa uma “pró-posta” que pede uma “res-posta” com responsabilidade O ethos que ama, funda um novo sentido de viver. Amar o outro é dar-lhe razão de existir. O existir é pura gratuidade, pois não há razão para existir. Amar o outro é querer que ele exista porque o amor faz o outro importante. “Amar uma pessoa é dizer-lhe: tu não morrerás jamais; tu deves existir, tu não podes morrer” (G. Marcel). Somente esse ethos que ama, está à altura dos desafios actuais porque inclui, todos. Faz dos distantes, próximos, e dos próximos, irmãos e irmãs. E por isso, tudo o que amamos, cuidamos, zelamos, defendemos e gostamos. Segundo e conforme o nosso entendimento e prática ética, religiosos ou ateus, mas sempre éticos como nós próprios.

António Ventura - U.L, 20 Out.2009
Notas e Bibliografia:
• Hans Küng (born March 19, 1928, in Sursee, Canton of Lucerne), is a Swiss Catholic priest, controversial theologian, and prolific author. Since 1995 he has been President of the Foundation for a Global Ethic (Stiftung Weltethos).
• Marcel, Gabriel (1987).Dramaturgo e filósofo francês. Aproximación al misterio del ser: Posición y aproximaciones concretas al misterio ontológico.
• Borges, Anselmo (2009) Diario de Noticias 16.10.09

quinta-feira, 6 de julho de 2017

A TIA CHACHÃO (Cristas), o partido do táxi, os desaforos e as demissões ...

"Lisboa Menina e Moça" !!! Foi com este lindo e lisbonino Fado/Canção, com magnífico poema de José Carlos Ary dos Santos e interpretado desde 1993 por outro não menos grande, Carlos do Carmo que, encerrou a entrevista que a Tia Chachão deu hoje à Maria Flor Pedroso, no programa da manhã da rádio pública - Antena Um.

Que bom gosto, sensibilidade e bonito sentido lisbonês, tem a nossa querida Tia Chachão.

Aliás, não só a parabenizo pelo bom gosto, da musiquinha que nos deu, pois que foi sua a sugestão, como também pelo sentido de oportunidade, corriqueiro é bem certo, mas de uma putativa candidata a edil da capital.

A Tia Chachão foi de facto brilhante em todo o seu esplendor, dialogante, activa, muito expressiva. A excelente Maria Flor só falou quando lhe foi permitido. Acho mesmo que se resignou e deixou espalhar os kiwis todos, tudo como pretendia a entrevistada.

Ouvi tudo com rigor acústico, aturada paciência e, permitam-me, gargalhando sózinho de quando em vez. Como um tonto que não crê, não invoca o Santo nome de Deus em vão, que não vai em cantigas, mesmo aquelas que, como a Lisboa Menina e Moça o levam à comoção. Lindo Fado/Canção !!!


Lisboa menina e moça menina
Da luz que os meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas varina
Pregão que me traz à porta ternura


A Tia Chachão já não é moça, está bem de ver. E por isso, o seu destemor nas tolas reivindicações serão pouco aceitáveis sobretudo se atentarmos que, naturalmente, atrás de si, se desloca apenas um táxi com os militantes do seu partido. E não serão assim, por poucos, representativos de qualquer forma capaz de assegurar tanta intrepidez e exacção política, qual verborreia ou palanfrório prolixo que nada acrescenta para utilidade nacional.

A Tia não se enxerga. A Tia, por ridícula, assemelha-se à Parrachita, obra-pouco prima do grande Herman, especimen de feitio e forma mais ou menos humano, com carências intelectuais notórias, que regurgita disparates com frequência, sobretudo e ultimamente nas redes pouco sociais. 

Mas a Tia Chachão também não tem trambelho !!! A tia é uma incendiária inconsequente!!!

Ora pede, exige mesmo, do alto do seu poder de líder da partidarite doente, raiventa, a demissão de ministros, secretários, comandantes, vigilantes, presidentes, ora recusa a única atitude que lhe poderia fazer merecer algum respeito - a moção de censura parlamentar.

Mas não. A Tia, vitupera diáriamente, expele a toda a hora insólitos conceitos, ameaça, disparata e quer atenção. Vai a Belém, a Pedrógão, à missa das seis, comunga, acho que até se confessa (seguramente mentindo ao pastor) e tudo já lhe é permitido, pelo menos para que a nossa monotonia diária seja quebrada enquanto trabalhamos. E depois... rimos muito!!!

Que a Tia não se reforme, que não se demita de tão engraçadas intervenções "políticas" diárias para nos alegrar a existência. E assim passaremos um Verão quente, segundo as previsões do IPMA, muito mais divertido. A ponto até de, nem desejarmos que chegue Outubro...

Eu gosto da Tia Chachão ! É divertida, debita bacoradas, faz-nos rir e acredita, qual mitómana, que o que mente é tudinho, verdade ! Que divertido...

A Tia, na sua qualidade de candidata, devia usar a candura que a antiguidade exigia, a todos os que disputavam um cargo público.

Não, não é com o vestidinho dos kiwis que se deve apresentar. É branco, vestido ou mesmo túnica... branca !!! Aquele que disputa um cargo público e precisa angariar votos, deve vestir-se de branco para simbolizar a sua pureza. Dessa, no entanto, apressemo-nos a duvidar, especialmente a mental!!!

Assim mandavam as regras da demos kratos que certamente estudou.

Gosto da Tia Chachão!!! Viva Lisboa !!!

Carinhosamente

António Ventura /06.07.2017






terça-feira, 20 de junho de 2017

A CONSTANÇA URBANO DE SOUSA  com muito carinho e agradecimento!!!

Alguém com bom senso poderá criticar, nesta hora triste que todo um país vive, o comportamento de uma mulher, assediada e atacada por todos os lados…
Atacada pelas circunstâncias, pela tragédia que parece, pretender-se culpá-la.
Pelo drama humano que tem de enfrentar e solucionar das mais diversas formas, atenuando o sofrimento dos concidadãos.
Pelo ataque sistemático de grupelhos de ética e decência duvidosa. Pela autoridade que tem de exercer e que, até naturalmente poderá não ter a experiência necessária, dada a enormidade do flagelo e as reais capacidades dos seres humanos de que também faz parte.
Que vergonha para um Povo que nem se une, nesta dor imensa que afinal nos separa. Que porca a política que tanto veneno e mentira espalha.
Que tristeza paira nos olhos dessa mulher, nas últimas 72 horas que, com denodo e sacrifício, “mais do que permite a força humana”, se vai movimentando nas mais que exigidas conferências de imprensa, nos breefings, com a comunicação social, rádio, jornais, TV´s nacionais e estrangeiras, respondendo como pode às mais tolas e imbecis perguntas, muitas vezes exigindo-lhe resposta a situações que acabaram de surgir no minuto antes de começar a responder.
Que mais se poderá exigir a uma grande mulher, política é verdade, mas um sério membro do Governo do País que tudo dá, tudo e muito mais do será humanamente possível pedir-lhe.
Que forças do mal, que Diabo lhes terá entrado nas entranhas, para não terem sequer a humanidade, a ética, a seriedade  e o bom senso para compreenderem a tristeza que vai na alma desta mulher, serena, aplicada, voluntariosa e éticamente valorosa…
Se fosse católico, dir-lhes-ia – PERDOAI-LHES SENHOR QUE ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM.
Porém, não é tanto o que fazem, pois nada fazem, nada fizeram e nada pretendem fazer.
O que me preocupa e me enoja verdadeiramente, é a vilania com que gente, parecendo séria, se permite desancar quem não se pode defender – A Senhora Ministra da Administração Interna, e demais membros da sua equipa, estão a trabalhar!!!
Estão a trabalhar há várias horas. Sem descanso, conforto e muito débil estado psíquico e físico, dado o esforço que vêm empreendendo.
Lamentàvelmente  a mentira de tanta vez repetida parecerá verdade.
Sejamos então sérios! Éticos… honestos nas atitudes e no pensamento.
A MINHA HOMENAGEM E AGRADECIMENTO À MINHA MINISTRA DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA CONSTANÇA URBANO DE SOUSA – Obrigado!!!

“Uma Nação Sem Ideal Desaparece Rapidamente da História”*
“Quero que saiba, Santidade, que nos quase 50 anos de serviço público, dei o meu melhor para embandeirar os direitos dos pobres e abrir portas de oportunidades económicas.”**

*Gustave Le Bon, in "As Opiniões e as Crenças"

**Carta que o senador Edward Kennedy enviou ao Papa, pouco tempo antes de morrer






ANTÓNIO VENTURA 20-06-2017

sexta-feira, 16 de junho de 2017

O REI, L´ HACIENDA e o direito a fugir ao fisco...

É bem verdade que o Sol não brilha para todos com o mesmo esplendor. 
E não é menos verdade que ninguém está acima da Lei, assim como nenhum poderá argumentar defesa quanto à sua própria prevaricação, invocando que os outros também prevaricaram.
No caso presente, terá a Hacienda do Reino, um basto trabalho para recolher tudo o que lhe é devido e, quanto a isso estará tudo muito bem.
Quando por aqui, nos deparamos com as diárias notícias de mais uns quantos milhões, escapulidos para um ou outro qualquer paraíso da Terra, seria bom não embandeirarmos em arco, pois há muitos mais do que nós que nem às notícias têm direito.
Quando me lembro que os súbditos nossos vizinhos há décadas que se vêm cotizando para alimentar os génios da corrupção e dos dribles à Hacienda de Sua Majestade, fico espantado com as notícias com que somos bombardeados (em todo o planeta, aliás) de meia em meia hora, de uma hipotética fuga ao fisco por parte do nosso Rei Plebeu, mas que amamos, pelo que é enquanto ser humano, desportista de enormíssimo valor, fidelíssimo cidadão luso, qual porta-bandeira (que aliás faz questão de frequentemente abraçar), simples mas eficaz no que faz e mostra e para isso trabalha.
A questão é simples. A notícia, por insistente e por nos entrar pelos olhos e ouvidos com tamanha força, é fake, ou tendenciosa.
Mas, quem me ler aqui dirá que, estou inocentando ab initio, o fujão do Cristiano dos Santos Aveiro que, depois de tantos milhões ganhos em contratos, salários, imagem, prémios e botas de ouro, não se digna cumprir em tempo devido as suas obrigações fiscais. Mas não!!!
O que me incomoda é apenas o facto de se pretender "crucificar" quem não é crucificável. O Rei não se crucifica.
Cristiano Ronaldo jamais será condenado pela justiça fiscal de Espanha, a qualquer pena de privação da sua liberdade. Mas a notícia dos sete ou dez anos de prisão que é susceptível de vir a ser condenado, diz-se, serve apenas para vender jornais, chamar a atenção para o conjunto da bosta das programações televisivas, com jornalistas tolos, petulantes e opinativos ou, outros mais que se vendem por outros quinhentos.
E quando afirmo que a pena de prisão jamais será sentença, fundo-me na convicção de que, mesmo se houvesse caixas de robalos à mistura em tão intrincado processo fiscal, Cristiano como outros, jamais cairia na prisão. 
Na Ibéria é assim !!! 
E para garantir, o seu Mandatário sabe da poda.
Cristiano anuncia hoje a sua intenção, irrevogável vejam bem, de deixar Espanha. Provàvelmente no fim do contrato que o liga ao Real Madrid.
Que dor de cabeça para Florentino Peres... que terá dificuldade, a ser verdade, em recuperar mais duzentos ou trezentos milhões da transferência.
Mas, nada disso !!!
Agora que passei a Colega do bando de comentadeiros desportivos, que diáriamente nos infectam os écrans de TV com prosápias tolas, asneiradas e petulâncias engravatadas, também eu me permito agora ser futurólogo. 
Acho que Ronaldo não vai preso!!! 
Acho que, ao haver alguma falha no cumprimento fiscal... já prescreveu!!! 
Acho que sair de Madrid é bem possível... um dia!!!
E só mais um pouquinho de futurologia...
Não é por uma qualquer caixita de robalos que alguém irá bater com os costados à Carregueira.
Rajoy não tem culpa nenhuma. O PP, ou "el PP" só tem gente séria e, por isso há quem diga - Donde hay gobierno estoy contra !!!

VIVA EL REY !!!

(António Ventura 16.6.17)










quarta-feira, 29 de março de 2017

UExit - O que a nomenklatura não entendeu é que estamos fartos.

Roma, 25 de Março de 1957 ou a Roma sitiada em 25 de Março de 2017

O que a nomenklatura não entendeu é que estamos fartos. E isso é mau (?) perguntar-se-á... talvez sim, talvez não.

Verdadeiramente, estes quinhentos milhões que um dia decidiram seguir juntos no seu futuro económico, social, fraterno e próspero, mal sabiam que, todos estes simples e humanos interesses comuns poderiam ficar, em sessenta anos, à mercê de uma secta que, inábilmente se apoderou das suas vontades, desígnio e futuro.

Não será difícil entender que os europeus, todos nós que nos juntámos, confiadamente ao longo de seis décadas, ambicionámos olvidar os conflitos e as diferenças, preparando e projectando o futuro de paz e progresso, conjuntamente. Enfrentando os riscos e as vantagens da globalização, estes quinhentos milhões de seres, optaram como indispensável a União, como elemento fundamental, aglutinador, para fazer frente aos desafios, aos perigos e ameaças de um mundo novo, cada vez mais desigual, egoísta e perigoso, com afrontamentos diversos ao longo dos mais dos treze mil quilómetros das fronteiras externas.

Mas a UE da solidariedade, implicou também a ajuda a povos, outros, que infelizmente não foram poupados à ambição, à violência apenas motivada pela sôfrega ganância das suas matérias primas, ou do interesse geo-estratégico de alguns poderes.

Dir-se-á que se repete, que se repetiu a história, particularmente ao longo das duas últimas décadas, o assalto a territórios cujo subsolo ou interesses políticos e económicos motivaram a intromissão externa. 

Finda a guerra fria, rápidamente os habituais guerreiros da democracia se levantaram em armas para acudir aos infelizes povos que, estando em paz, viviam sob regimes mais ou menos autoritários e sobretudo ditatoriais.

Mas a democracia impunha-se.

E, à pala, de umas quantas mentiras, que por insistentes, passaram a verdades, pelo menos temporáriamente, impôs-se a democracia pelo cano dos obuses, pelo julgamento kafkiano e sequente enforcamento de uns, e de outros, pelo bárbaro assassinato em plena rua, em fuga, pelas hordas revolucionárias de uma qualquer Primavera.

Aqueles que meses antes eram recebidos em diversos Estados desta nossa UE, com pompa e circunstância, com tendas montadas junto ao mar, com recepções elegantes, até carregadas de servilismo por parte dos anfitriões, servindo chá e salamaleques, ou melhor dizendo "salam'alaik", foram rápidamente esquecidos porque, se já não serviam, deitavam-se fora.

E foi assim.

E, foi também assim vista a bela Roma eterna e mãe que, em 25 de Março de 2017, se encontrava fechada, sitiada, desconfiada que algo estranho ou perigoso pudesse ocorrer e estragar a premonitória "festa" dos convivas cujos rostos sérios, de apreensão e tristeza, apenas auguravam o fim triste que se avizinha.

Mas não obstante, firmaram, selaram com as suas decisivas canetas, mais um contrato de boa continuidade e esperança, logo após os fastidiosos discursos de Tusk e Juncker, ambos insistindo na boa unidade, na manutenção e salvaguarda das elites a que pertencem e não pretendem deixar de pertencer. Nem permitir qualquer intromissão desses quantos milhões, de quem se servem mas cujas reprovações não consentem. 

E Roma continuou o seu dia.

Para trás, deixou a nomenklatura a franqueza das suas próprias declarações de 5 de Março...

"Nós agiremos concertadamente, se necessário com ritmos diferentes e com uma intensidade diferente, mas avançando na mesma direcção, como temos feito no passado, conforme os Tratados, mas sempre deixando a porta aberta a todos aqueles que desejem juntar-se a nós mais tarde. A nossa união é una e indivisível."

Indivisível ?!... sim. A nomenklatura NÃO SE DIVIDE.

Não se divide nem entende, jamais entenderá porque estamos fartos.

Estamos fartos, enjoados, we are all fed up... we had enough. Nous en avons assez...On en a marre...

Vamos então ser sérios. 

Não entende que, quinhentos milhões de seres, quase todo um continente, berço de todo o engenho humano ou quase todo, não quer mais ficar à mercê de um bando, tantas vezes ridículo de autocratas, funcionáriozecos presunçosos e convencidos de possuir a ciência e a verdade das coisas, que se abastecem de riqueza e serviços. 

Ignorando as gentes, mentindo, ofendendo, prometendo, falseando, ameaçando e destruindo tudo o que é, foi o grande desígnio de um raro e histórico conjunto de povos e nacões, que se quiseram diferentes, porém determinados a ficar unidos em progresso e em paz.

Não entendem. Jamais entenderão o artº 50º do Tratado de Roma. Temos pena... muita pena.

António Ventura
Roma, 29 de Março de 2017